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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Caminho das águas

Eu ainda consigo lembrar da primeira vez que o vi de longe. Me senti como se estivesse gravando na memória cada gesto para virar uma espécie de filme favorito natural da vida real. Fechar os olhos e não saber explicar de fato que sentimento invade. Se receio ou vontade de sentir mais de perto. Sempre me perguntei se meus olhos falavam mais do que minha própria boca podia falar.

"- O que me dizem, pássaros? Vocês que sabem voar..."

O tempo seguiu e sonhei imagens que deveriam estar em espaços vazios. Palavras não ditas, detalhes que passaram despercebidos por total euforia de dentro pra fora. Nesses momentos, não há distância. Não há explicações de ser e , muito menos , de sentir. Simplesmente se impulsiona com coragem e sinceridade. Persistência de ainda estar aqui. Nunca passou pela minha cabeça correr contra. Se o caminho é a frente, como poderia voltar?! Por isso permaneci.  Já me ocorreu querer esquecer o caminho desse lugar que tanto queria estar.

 Passaram as estações e veio a seca, sol a pino, terra ressecada, fissuras mal resolvidas. Enfim cores e flores, e com elas outro sonho aconteceu. Um presságio. Automaticamente, ao acordar sem tanta calmaria, quis contar ao vento, para que pudesse levar o recado. Reacendeu dentro de mim uma esperança que o tão desejado encontro pudesse acontecer. Quando temos coragem, agimos com amor. Tentar é inevitável. O caminho do tão sonhador rio, encontrou o tão sonhado mar.

A sensação foi a mesma de ter olhado o mar pela primeira vez. Os olhos brilharam com o reflexo do sol na água, e vidravam em cada movimento. O calor da sua mão segurando a minha, a certeza de que aquela sensação eu jamais esqueceria. 
Existem momentos que se tornam tão completos que as palavras não fariam sentido. É como se só a presença fosse o suficiente. A vontade de voltar, se torna constante. Onipresente, pra sempre. Tudo aquilo ali, era muito maior. Um universo novo e intenso. O medo sempre faz pensar e analisar. "Será que devo recuar?."

 Foi então que entendi que a questão nunca foi desaparecer em águas profundas de um oceano desconhecido. E sim, poder me tornar uma naquelas ondulações que são como batidas de um coração cheio de vida, amor e verdade. Por um lado seria uma fuga, e por outro... Liberdade. Realidade.



                                                                        Amar, mar. 
                                                             Aonde sempre quis estar.